reencantamento do virtual

eu escrevo e depois apago

Wednesday, January 13, 2010

fase

das coisas que a astrologia me dá amo mais o ar. comigo é o ar. no tarô de anteontem que salvou a minha vida um pouco antes da menstruação descer, eu e minha meta formamos um casal. rei eu e a raínha minha meta. âmbos de espadas. no tarô antigo espada só traz desgraça, mas é justamente o ar que me faz compreender claramente que nesses estudos sou da linhagem absolutamente atual. (atualmente não se vê desgraça tão fácil assim, já que tudo é incerto e o abalo ao ânimo é criação relativa) há de se ser muito fresco ao estudar o próprio mapa e campo. quando eu abro um tarô as coisas ficam nítidas, lindas. meu acaso é poderoso. é um êxtase saber-se bruxa. o ar me faz tão lúcida. espadas é do elemento ar. copas água, paus fogo e ouros terra.

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Monday, June 15, 2009

não entendo quem tem medo de boneca. eu me afogaria feliz em uma piscina cheia delas. peladas e vestidas, barbies e louças, loucas e eu. adoraria também uma piscina de coca-cola. coloca coca-cola pra mim? coloca? coloca em mim. coloca coca-cola em mim? por favor.
quando eu era pequena eu dava comida de verdade pra paulinha e ela apodreceu por dentro cheia de feijão. mas hoje ela já está melhor. qualquer dia faço uma festa pra ela aqui em casa. é 01:01 da manhã de terça; adeus

Monday, February 20, 2006

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Hei de ir sempre
a Marte
boiar numa água pura
diamante preciso de ar

Em Marte escuto debaixo do mar
(te escuto debaixo do mar,
em mar...)
.

Saturday, August 13, 2005

Começo a conhecer-me. Não existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram, ou metade desse intervalo, porque também há vida ... Sou isso, enfim ... Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo. É um universo barato.

Álvaro de Campos

Monday, August 08, 2005

são palavras

são palavras e discursos dentro da cabeça e fora também, não necessáriamente são palavras não.

Thursday, June 09, 2005

janelas abertas

Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro
Percorrer correndo, corredores em silêncio
Perder as paredes aparentes do edifício
Penetrar no labirinto
O labirinto de labirintos dentro do apartamento

Sim, eu poderia procurar por dentro a casa
Cruzar uma por uma as sete portas, as sete moradas
Na sala receber um beijo frio em minha boca
Beijo de uma Deusa morta
Deus morto, fêmea de língua gelada
Língua gelada como nada

Sim, eu poderia em cada quarto rever a mobília
Em cada um matar um membro da família
Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia
O que aconteceria de qualquer jeito


Mas eu prefiro abrir as janelas
Pra que entrem todos os insetos


esse é o Mano Cetano, amor e poeta da minha vida.

Saturday, June 04, 2005

o domínio da consciência

"Cada vez que eu entrava em estado de consciência intensificada, não podia deixar de maravilhar-me com a diferença entre meus dois lados. Sempre sentia como se um véu tivesse sido removido de meus olhos, como se eu estivesse parcialmente cego antes e agora pudesse ver. A liberdade, a pura alegria que me possuíam nessas ocasiões não podem ser comparadas com nenhuma outra coisa que jamais tenha sentido. Entretanto, ao mesmo tempo, havia uma assustadora sensação de tristeza e saudade que vinha de mãos dadas com aquela alegria e liberdade. Dom Juan tinha dito que não se pode ser completo sem tristeza e saudade, pois sem tais coisas não existe sobriedade, nem benevolência. Sabedoria sem benevolência, afirmou ele, e conhecimento sem sobriedade são inúteis."
Carlos Castaneda